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Principais transtornos mentais | Parte II

Continuando nossa conversa sobre transtornos mentais (se você não leu o post anterior, clique aqui) hoje trago mais cinco condições mentais para aprendermos um pouco mais a respeito. Transtorno Borderline O Transtorno de Personalidade Limítrofe ou Borderline (TPB) é caracterizado por instabilidade emocional, medo intenso de abandono, relacionamentos caóticos, foco em uma pessoa oscilando entre…

Psicoterapia on-line

Continuando nossa conversa sobre transtornos mentais (se você não leu o post anterior, clique aqui) hoje trago mais cinco condições mentais para aprendermos um pouco mais a respeito.

Transtorno Borderline

O Transtorno de Personalidade Limítrofe ou Borderline (TPB) é caracterizado por instabilidade emocional, medo intenso de abandono, relacionamentos caóticos, foco em uma pessoa oscilando entre idealização e ódio, autoimagem distorcida e impulsividade. Pessoas com TPB vivenciam mudanças de humor extremos, com episódios de raiva, vazios e comportamentos impulsivos, como automutilação. Eles também podem sofrer de dissociação e têm dificuldades em manter relacionamentos benéficos.

Principais características:

  • Instabilidade emocional e impulsividade
  • Medo de abandono
  • Relacionamentos intensos e voláteis
  • Autoimagem ambiente
  • Comportamentos autodestrutivos (automutilação, suicídio)
  • Sentimentos clássicos de vazio

O tratamento aqui também é multidisciplinar, composto de medicação quando necessário, e psicoterapia. Embora não haja medicamentos específicos para TPB, alguns medicamentos podem ser usados ​​para tratar sintomas associados, como antidepressivos (para humor deprimido), estabilizadores de humor e antipsicóticos (para impulsividade e raiva). Embora seja um transtorno mental desafiador, há várias opções de tratamento psicoterápico que podem ser eficazes para reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, como a Terapia Comportamental Dialética (DBT – faz parte da terapia cognitivo comportamental) e psicanálise, com o objetivo de ajudar a pessoa a entender, a resolver problemas emocionais que surgem nas interações com os outros e a se compreender e se aceitar.

Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é uma condição de saúde mental caracterizada por pensamentos intrusivos e indesejados, conhecidos como obsessões (como medos de contaminação, medos de causar dano, preocupações com ordem e simetria, dúvidas excessivas), e comportamentos repetitivos ou rituais, chamados de compulsões (como lavagem repetida das mãos, verificações, contagem, rituais de organização), que uma pessoa sente a necessidade de realizar para aliviar a ansiedade causada por essas obsessões. O TOC pode interferir significativamente na vida cotidiana, na capacidade de funcionamento e na qualidade de vida do paciente, demandando tratamento.

As compulsões podem proporcionar um alívio temporário da ansiedade, mas não resolvem a preocupação subjacente, levando à perpetuação do ciclo obsessivo-compulsivo.

Como as causas do TOC não são totalmente compreendidas, mas vários fatores podem contribuir para o seu desenvolvimento:

  1. Fatores genéticos : Ter um histórico familiar de TOC ou outros transtornos de ansiedade pode aumentar o risco.
  2. Fatores neurobiológicos : Desequilíbrios químicos no cérebro, especialmente em neurotransmissores como a serotonina, estão associados ao TOC.
  3. Fatores ambientais : Experiências estressantes, traumas ou infecções (como infecções estreptocócicas) podem desencadear ou agravar os sintomas em algumas pessoas.

O tratamento do TOC geralmente envolve uma combinação de psicoterapia e medicação. Psicoterapia psicodinâmica de orientação psicanalítica auxilia o indivíduo a identificar e lidar com suas questões particulares, enquanto que a terapia cognitivo comportamental utiliza estratégias, como a exposição gradual às situações que provocam obsessões, enquanto se evita realizar as compulsões, ajudando a pessoa a aprender a tolerar a ansiedade.

Com tratamento adequado, muitas pessoas conseguem melhorar significativamente seus sintomas e aumentar sua qualidade de vida. A intervenção precoce e o apoio contínuo são fundamentais para um tratamento bem sucedido.

Transtorno por uso de substâncias (vício)

O vício é considerado um transtorno mental quando o uso de substâncias leva a um padrão patológico de comportamento, onde o indivíduo continua a usar a substância apesar das consequências negativas. Esse padrão pode incluir a busca incessante pela substância, perda de controle sobre seu uso e desenvolvimento de tolerância e sintomas de abstinência.

Os critérios diagnósticos para o Transtorno por Uso de Substâncias incluem:

  1. Controle Prejudicado:
    • O indivíduo apresenta um desejo incontrolável de consumir a substância.
    • Há falhas na tentativa de controlar, diminuir ou parar o uso.
  2. Problemas Sociais:
    • O uso da substância causa dificuldades em cumprir obrigações sociais, acadêmicas ou profissionais.
    • Há queda no convívio social devido ao uso da substância.
  3. Uso Arriscado:
    • O indivíduo utiliza a substância em situações fisicamente perigosas.
    • A convivência em ambientes onde a droga está disponível é frequente.
  4. Efeitos do Consumo:
    • Desenvolvimento de tolerância, onde são necessárias quantidades maiores da substância para obter o mesmo efeito.
    • Sintomas de abstinência quando não se consome a substância.

O tratamento do vício costuma ser longo e complexo, e geralmente envolve uma combinação de intervenções terapêuticas, incluindo terapia cognitivo-comportamental, psicanálise, suporte psicológico e, em alguns casos, medicação para ajudar a gerenciar os sintomas de abstinência e reduzir o desejo pela substância. Terapia familiar também é necessária, bem como a construção de uma rede de apoio para essa família. A recuperação é um processo contínuo que requer apoio familiar e social.

Transtornos alimentares

Os transtornos alimentares são condições complexas e graves que envolvem comportamentos alimentares anormais, preocupações excessivas com o peso e a forma do corpo, e uma relação prejudicial com a comida. Esses transtornos podem afetar significativamente a saúde física e mental de uma pessoa, levando a complicações graves e, em casos extremos, à morte. Os principais tipos de transtornos alimentares incluem: anorexia, bulimia, transtorno da compulsão alimentar, pica (consumo de substâncias não alimentares), transtorno da alimentação seletiva ou evitativa.

Os transtornos alimentares são causados ​​por uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais, são eles:

  1. Fatores genéticos : históricos familiares de transtornos alimentares ou outras condições psiquiátricas.
  2. Fatores psicológicos : Baixa autoestima, perfeccionismo, problemas de imagem corporal e ansiedade.
  3. Fatores sociais : Pressões culturais e sociais em relação à aparência, padrões de beleza e obesidade.
  4. Traumas : Experiências traumáticas, como abuso ou bullying.

O tratamento de transtornos alimentares geralmente envolve uma abordagem multidisciplinar, incluindo:

  • Psicoterapia : terapia cognitivo-comportamental (TCC), terapia psicodinâmica psicanalítica, terapia interpessoal e terapia familiar são comuns para ajudar a lidar com as questões subjacentes ao transtorno.
  • Acompanhamento médico e nutricional : acompanhamento para aceitação de alimentos, reeducação alimentar e restabelecimento de hábitos saudáveis.
  • Medicação : em alguns casos, medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos podem ser prescritos para tratar sintomas associados.
  • Suporte familiar e grupo : Grupos de apoio e envolvimento da família são importantes para o tratamento.

Aut0extermíni0

O suic1di0 é um fenômeno complexo e multifatorial que frequentemente está associado a transtornos mentais. Embora não seja classificado como um transtorno mental em si, o comportamento suicida é frequentemente uma manifestação de condições psiquiátricas subjacentes, como transtorno de abuso de substância, borderline, depressão, transtornos de ansiedade, transtorno bipolar e esquizofrenia.

Estudos indicam que entre 85% e 95% das pessoas que cometem suic1di0 apresentam algum transtorno mental diagnosticável. A depressão é o fator mais comum e significativo, estando presente em mais de 50% das tentativas de suic1di0. Outros transtornos, como o transtorno bipolar, esquizofrenia e transtornos de personalidade, também estão fortemente associados ao comportamento su1c1da.

Pessoas com ideação de aut0extermíni0 frequentemente apresentam alterações comportamentais, mudanças de humor drásticas e sinais de isolamento social. Essas alterações podem incluir:

  • Perda de interesse em atividades antes prazerosas.
  • Mudanças no apetite e no sono.
  • Consumo abusivo de substâncias.
  • Ideação suicida, que pode ser verbalizada como um pedido de socorro

Além dos transtornos mentais, fatores como bullying, dificuldades financeiras, sociais, de trabalho, perdas afetivas e problemas familiares podem precipitar comportamentos su1c1das. A interação entre esses fatores pode criar um estado emocional insustentável que leva o indivíduo a considerar o su1c1dio como a única saída.

É crucial que qualquer expressão de pensamentos de aut0extermini0 ou tentativas de su1cíd1o sejam levados a sério. O suporte psicológico adequado pode ajudar a tratar os transtornos mentais subjacentes e reduzir o risco desse comportamento. A construção de uma rede de apoio com vínculos seguros devem ser consideradas prioridades, já que as relações afetivas realmente significativas influenciam na capacidade do indivíduo de cultivar a esperança diante das adversidades.

A terapia cognitivo-comportamental (TCC), juntamente com a psicanálise e intervenções psicossociais são eficazes para abordar tanto os sintomas emocionais quanto os comportamentos autodestrutivos. Terapia medicamentosa também tem se mostrado extremamente relevante e eficaz.

Se você está preocupado com alguém, converse com essa pessoa e pergunte diretamente se ela está pensando em tirar a própria vida e se tem um plano para isso. Se esse for o caso, busque um serviço específico para urgência psiquiátrica e permaneça com a pessoa, ouvindo e acolhendo sem julgamento, dizendo que ela é importante, que você se importa com ela, ou apenas fazendo companhia em silêncio, até que a ajuda chegue.

Está sozinho e precisa de ajuda? Encontre no CVV – Centro de valorização à vida. Disque 188 ou clique aqui.

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Se quiser conversar, me chame no whatsapp, tá?
Beijo grande, Rose

Referências bibliográficas

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